Comparação F4 (F405), F7 (F722) e H7 (H743): potência, UARTs, giroscópio e preço. Que MCU escolher para o flight controller sem pagar a mais.
O número na ficha de um flight controller (F4, F7, H7) indica a família do microcontrolador (MCU) que corre o Betaflight. Não mede a qualidade da placa, só a potência de cálculo e quantos periféricos consegue gerir com folga. Aqui está o que muda de facto entre F405, F722 e H743, e qual te convém consoante o que montares.
O MCU é o processador do flight controller: lê o giroscópio, corre os loops PID e controla os ESCs centenas de vezes por segundo. F4, F7 e H7 são famílias da STMicroelectronics, mais rápidas à medida que o número sobe: o F405 anda pelos 168 MHz, o F722 uns 216 MHz e o H743 chega aos 480 MHz. Mais clock significa margem para loops rápidos e filtragem agressiva sem saturar o chip. Para um 5" convencional, qualquer um dos três tem potência de sobra; a diferença nota-se quando empilhas periféricos e filtros.
Na prática, o que costuma decidir a compra não é o clock mas os UARTs, as portas série onde ligas recetor, VTX, GPS, telemetria do ESC, etc. Um F405 expõe menos (muitas vezes 3-5 utilizáveis) e ficas sem portas depressa se quiseres GPS mais VTX digital mais telemetria. O F722 acrescenta um ou dois e respira melhor. O H743 é o que vai folgado (7-8 ou mais) e ainda costuma trazer duplo giroscópio para melhor filtragem. Se o teu build leva muitos acessórios, conta os UARTs antes dos MHz.
Se montas um 5" de freestyle ou race sem GPS, um F405 faz o trabalho e poupa dinheiro; o F722 é a opção tranquila se quiseres margem por uns euros a mais. Sobe para H743 só quando os periféricos o pedirem: long range com GPS, muitos módulos, filtragem pesada ou cinelifter complexo, ou se quiseres comprar uma vez e esquecer. Pagar um H7 para um 5" normal é gastar em potência que não vais usar.
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